Há espaços que continuam relevantes décadas depois da sua criação. Entramos neles e sentimos que pertencem ao presente, mesmo tendo sido concebidos há muitos anos. Por outro lado, existem espaços que parecem datados pouco tempo após serem concluídos.
O que distingue uns dos outros?
A resposta raramente está relacionada com orçamento ou dimensão. Na maioria das vezes, está ligada à forma como o projeto foi pensado.
Os espaços que envelhecem bem tendem a privilegiar qualidade em vez de tendência. São concebidos com base em proporção, funcionalidade, luz natural e materiais duradouros. Não procuram impressionar através de elementos que estão momentaneamente na moda, mas criar uma base sólida capaz de resistir à passagem do tempo.
Isto não significa que devam ser neutros ou sem personalidade. Pelo contrário. Os melhores projetos conseguem refletir a identidade dos seus utilizadores sem depender de referências temporárias que rapidamente perdem relevância.
Projetar para o longo prazo exige uma mudança de perspetiva. Significa perguntar não apenas como um espaço será percebido hoje, mas como será vivido daqui a dez ou vinte anos.
Talvez seja essa a verdadeira sustentabilidade do design: criar espaços que continuem a ser amados muito depois de terminada a obra.
